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Ressignifique o futuro. Hoje.


Entrevista com Jeferson Braga, CEO da Owner Inc., publicada na Wood Magazine #5, edição Outono/Inverno 2023, fala sobre a importância de novos negócios gerarem impacto positivo, tendo inovação no seu DNA, para transformar a vida de uma cidade (e das pessoas).




1 - Wood Magazine: Você acabou de voltar de uma expedição que tinha como objetivo chegar ao topo do Aconcágua, na Argentina. Como essa experiência ressignificou a sua visão do mundo?


Jeferson Braga: Nos dias de hoje, apesar da globalização, vivemos enclausurados. Acabamos conversando sempre com os nossos semelhantes, com nossos pares e com aquelas pessoas com as quais temos afinidade. Até mesmo nas redes sociais, os algoritmos acabam nos trazendo os mesmos conteúdos, os mesmos pontos de vista sobre determinados assuntos. Há a necessidade de entendermos o mundo e ampliar os nossos horizontes, termos uma visão mais abrangente sobre as coisas e sobre as pessoas.


O objetivo de participar desta jornada ao Aconcágua, algo inusitado para um executivo do mercado imobiliário como eu, foi trazer esta nova experiência aos meus amigos, à minha família, aos meus sócios e aos meus colaboradores. Ao participar desta expedição, ficou mais evidente ainda que ser é muito mais importante do que ter. Que precisamos ser mais flexíveis para conhecer novas culturas, ter novos pontos de vista. Acredito que todo mundo busca isso quando parte rumo às montanhas.


Viver aventuras, conhecer lugares inusitados e viver experiências únicas deveriam ser realidade para as pessoas e não um sonho a ser perseguido.


E esta realidade é possível quando nós aprendemos a dividir, a compartilhar e abrir mão de algumas coisas. Este propósito passou a fazer parte da minha vida. Isso é o que nos faz feliz, muito mais do que acumular bens materiais.



2 - WM: Tempo, compartilhamento e sustentabilidade são temas supercontemporâneos também no mundo corporativo. A expedição impactou também o seu dia a dia como CEO?


Jeferson: Sem dúvida. Qualquer experiência, qualquer viagem, qualquer pessoa diferente que a gente conheça, acaba mudando a nossa forma de ver o mundo. Nesta expedição, vivenciei muitos sentimentos da infância, como andar sempre em grupo, ser companheiro, dividir as coisas. Como o acesso à montanha é difícil, a gente carrega apenas o que é estritamente necessário, além de ter que dividir a carga para ter um conforto maior.


Cheguei ao cume do cerro Bonete, que tem 5300m, e tive ali a minha vitória, aquele momento de êxtase. Mas este momento passa muito rápido, pois no topo é muito frio, o clima é inóspito e ainda tem o ar que é rarefeito. E assim é a vida, é feita de momentos, e às vezes o alcançar algo dura pouco menos do que gostaríamos. O mais importante é o caminho, a jornada.

Na montanha a gente vê que as pessoas buscam sair do trivial, da rotina, buscam viajar mais, viver mais e para isso precisamos levar uma vida mais leve, mais minimalista, carregar menos coisas, menos preconceitos, menos dogmas. Esta expedição foi uma lição de vida, pude ouvir pessoas que pensam muito diferente da gente. Lá, cada um vai em busca da sua montanha, de conhecimento, de um propósito diferente para as suas vidas.

Quando a gente conhece vários locais do mundo, sabemos que nada é mais bonito do que a natureza. Para que as paisagens que enxergamos hoje permaneçam belas para que os nossos filhos, netos e bisnetos possam ver, precisamos contribuir hoje. A montanha é uma analogia à nossa vida pessoal e às empresas. Precisamos tomar iniciativas hoje que vão garantir o futuro.


Então, o que mudou no meu dia a dia foi que me tornei uma pessoa mais aberta para novas ideias, mais flexível e com mais vontade ainda de contribuir com projetos sociais, de apoio esportivo e cultural, que venham a contribuir com a qualidade de vida e com o que queremos deixar para as futuras gerações.



3- WM: Gramado é um dos destinos mais procurados e visitados do país.

Como manter a experiência de visitar a cidade cada vez mais positiva?


Jeferson: Gramado é uma cidade que tem parques, uma ótima gastronomia, atrações para todas as idades, arte e cultura.


O Own Time tem como objetivo permitir que as pessoas vivam estas experiências de uma forma mais inteligente, dinâmica e flexível. Temos uma localização premium, uma arquitetura de montanha contemporânea e serviços. O Own Time é o meio e não o fim. Ele serve para viver ótimas experiências e desfrutar da companhia da família e amigos de uma forma mais racional.


Comprar imóveis em destinos turísticos mais badalados exige um alto investimento e tempo de manutenção. Deixamos de viver este tempo com a família, amigos ou de viajar para outros destinos, preocupados com os altos custos deste tipo de imóvel. O Own Time está alinhado com valores de colaboração e compartilhamento, que são atuais e fazem sentido nos dias de hoje. Quando construímos um empreendimento residencial compartilhado e com serviços, permitimos acesso a um número maior de pessoas, além de deixar os proprietários mais livres para viverem experiências com quem realmente importa para eles.


4 – WM: No livro “Cidades para as pessoas”, Jan Ghel, conceituado arquiteto dinamarquês, cita exemplos de cidades, como Copenhague, que se desenvolveram com êxito a partir do momento que colocaram a vida das pessoas em primeiro plano. Como aplicar isso no dia a dia de Gramado?


Jeferson: Eu não tive ainda a oportunidade de ler o livro, mas conheço o conceito. Além de atuarmos na área de incorporação de imóveis compartilhados de alto padrão e com serviços, atuamos também em em outras frentes, como loteamentos e incorporação imobiliária tradicional na cidade de Gramado.

O conceito de “Cidade para as pessoas” pressupõe fornecer para os habitantes aquilo que eles precisam para viver, fazendo com que o dia a dia seja mais simples. Sabemos, hoje, da dificuldade que é para obter um serviço de qualidade.

Precisamos investir nosso tempo no que realmente importa, que é cuidar da nossa família.

O objetivo do Own Time é atender as necessidades da vida moderna. Para isso, embarcamos no produto uma série de atributos que têm este objetivo. O compartilhamento é um movimento sem volta. Esperamos que com o tempo possamos difundir esta cultura.


Quando moramos em um condomínio, a área privativa é nossa, mas a piscina é compartilhada, o restaurante é compartilhado. A gente aluga carro, um quarto de hotel, ou seja, a gente compartilha muita coisa e não percebe.


Se tivermos a oportunidade de levar este modelo de negócio que melhore a vida das pessoas para outras regiões do país, vamos avaliar a possibilidade com muito propósito, pois achamos que, além de tudo, compartilhar é socialmente correto.



5 - WM: Como Own mantém sempre presente o propósito de “ressignificar”?


Jeferson: Buscamos a ressignificação desde a concepção dos projetos. Pensamos em como tornar a vida dos nossos clientes mais leve, mais fácil, mais orgânica, mais emocional e mais inteligente. Ressignificar é trazer uma leitura mais simples da vida e para isso precisamos evoluir em mindset e cultura. Ressignificar para nós é proporcionar uma experiência diferente, completa, de alto padrão e com um serviço diferenciado. Queremos que as pessoas vivam um tempo diferente, um tempo de mais liberdade, uma vida mais saudável, que possam curtir mais com a família. Ressignificar é simplificar, voltar às origens e ter o básico bem atendido.


Com isso, estabelecemos uma relação de ganha-ganha. Não só com os nossos clientes que acreditam no modelo inteligente de consumir imóveis de lazer, mas também com a cidade que cada vez mais precisa se atualizar, se reinventar e ser flexível.

O Own Time é um presente para os clientes, para a cidade e para o país porque entendemos a vida atual, que precisamos ser mais simples e contribuir com a qualidade de vida das pessoas.

Esse é o grande propósito do Own Time, está no nosso DNA.


A cada dia, através de pesquisa de tendências e com os nossos clientes, buscamos estar um passo à frente e antes mesmo da entrega do nosso projeto, tentamos trazer o cliente para a cidade, para viver o que a cidade tem de bom, a cultura, a arte e a gastronomia.

Então, desde o primeiro dia em que nos conectamos com o cliente, buscamos trazer mais qualidade de vida, trazer o carinho e o aconchego de Gramado pra ele e pra sua família. Nossos clientes viram nossos amigos: todos têm o meu telefone e o meu email.


É uma experiência que pretendemos seguir ao longo de toda a vida do cliente no empreendimento.



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