É hora da Vindima: como aproveitar o melhor das vinícolas gaúchas no verão


Alexandra Aranovich, blogueira e profunda conhecedora de vinhos e enoturismo, em meio aos vinhedos da Serra Gaúcha

O brasileiro está mais fã de vinho do que nunca. No ano passado, até outubro, o consumo per capita da bebida no país cresceu 26% sobre 2019, chegando a 2,68 litros por pessoa, e o volume de vendas da bebida saltou 37%, indo para 363,3 milhões de litros. Os dados reunidos pela Ideal Consulting não deixam dúvida de que, cada vez mais, os consumidores do país estão tomando gosto pelo vinho e, muitas vezes, preferindo-o à tradicional cervejinha.


E o melhor: foi o vinho nacional que liderou esse crescimento, com o seu consumo mais que dobrando entre outubro de 2019 e de 2020. E, conforme os rótulos brasileiros ganham espaço na mesa das famílias por aqui, cresce também o interesse por conhecer de perto os lugares onde eles são produzidos. E é na Serra Gaúcha, maior polo produtor de vinho no Brasil, que essa mágica acontece.


Para a especialista em vinhos e blogueira Alexandra Aranovich, do Café Viagem, uma das forças que empurram o crescimento do enoturismo no país são as experiências promovidas pelas vinícolas. “Acho que o produtor entendeu que não basta apenas ter o rótulo à venda. Ou apenas receber alguém para degustar o seu vinho. É preciso encantar. Apresentar terroir, a gastronomia da região, a família, vivências como colheita, piqueniques, etc. Tudo isso deixa o vinho ainda mais inesquecível e marcante”, aponta.


Outra boa notícia é que ficou para trás o tempo em que vinho e Serra Gaúcha só se visitava no inverno. Agora, não só o destino como tem várias atrações no verão (veja na campanha Rota de Verão, do Casa Hotéis), como o enoturismo tem um atrativo único para os meses mais quentes do ano: a Vindima, época da colheita das uvas, que permite aos visitantes não só provar as variedades locais, mas conhecer mais sobre a história e a produção da bebida. “O verão virou alta temporada para o enoturismo desde que a Vindima virou atração turística com atividades que fazem o visitante se envolver com a história da imigração e a paisagem única dos parreirais carregados de uvas”, explica Aranovich.

O trabalho do enólogo é fundamental para que a qualidade dos vinhos gaúchos seja maior a cada ano.


Como aproveitar o melhor das vinícolas gaúchas

Uma região rica em produção de vinhos, a Serra Gaúcha tem uma grande variedade de uvas utilizadas. Segundo a especialista do Café Viagem, as que mais se destacam são a tinta Merlot e as brancas Chardonnay e Moscato – esta última, responsável pelo famoso moscatel gaúcho. A falta de uma “uva-símbolo”, como acontece na Argentina (Malbec) ou Uruguai (Tannat), não é um problema. Muito pelo contrário: Tanto a Serra Gaúcha como outras regiões vitivinícolas do Brasil estão experimentando e até ousando em outros tipos de uvas. E isso é muito bom, pois a nossa história de produção de vinhos finos e do enoturismo é recente se comparada aos vinhos do Velho Mundo ou até do Novo Mundo”, explica.


Mas há, diz ela, um tipo especial de uva que vem crescendo em importância na região. “Uma uva que vem ganhando notoriedade é a Isabel, uva de mesa com forte ligação na imigração italiana no sul do Brasil, chegou por volta de 1840. É a mais cultivada no Rio Grande do Sul”.

Além de saborosas, as visitas às vinícolas gaúchas presenteiam o público com vistas lindas do horizonte em meio ao plantio, como a Don Guerino em Alto Feliz.


Assim, com várias uvas e tipos de vinho para se conhecer, um roteiro pela região (clique aqui para conhecer detalhes) pode combinar também diferentes cidades. O roteiro mais famoso é o do Vale dos Vinhedos, que inclui Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul. Mas também há belas vinícolas em cidades como Pinto Bandeira, Flores da Cunha e Alto Feliz. Nesta última, um destaque é a Don Guerino, dona de excelentes vinhos e de vinhedos que estão entre os mais belos de todo o país. A boa notícia é que todas essas cidades têm acesso fácil a partir de Gramado – principalmente para quem viaja de carro (clique aqui para conhecer as nossas dicas para uma road trip perfeita na Serra Gaúcha).


“Pinto Bandeira e Garibaldi são famosas pelos seus espumantes. Bento Gonçalves concentra as vinícolas que oferecem as maiores atrações de enoturismo. Monte Belo do Sul e Flores da Cunha são cidades que valem o roteiro para uma segunda visita, caso você já conheça bem os roteiros e vinícolas mais famosas. É uma espécie de Lado B que vem se destacando no cenário do enoturismo”, resume a especialista.


Dicas úteis para a hora de conhecer as vinícolas gaúchas

Alexandra Aranovich dá alguns conselhos para quem está planejando visitas as vinícolas gaúchas neste verão.


  • Pense bem antes de levar crianças: Afinal, vinho foi feito para adultos, e os passeios são longos e podem se tornar cansativos para elas. É claro que, no caso de se fazer um piquenique (utilizando por exemplo, a cesta de produtos naturais que o Casa Hotéis oferece aos seus hóspedes), pode-se levar os pequenos. Mas uma boa opção pode ser deixá-los curtindo a recreação do hotel enquanto os adultos passeiam.

Que tal levar uma cesta de produtos naturais para um piquenique em meio à degustação de vinhos? Reserve sua junto com a hospedagem nos empreendimentos Casa Hotéis.

  • Defina o modo de transporte e quem estará no volante: é preciso que pelo menos uma pessoa não beba, ou faça a degustação das bebidas da forma profissional, descartando-as depois de provar. Na dúvida, a solução pode ser contratar um receptivo para o transporte.

  • Faça um roteiro e conheça mais de uma no mesmo dia: para Alexandra Aranovich, é possível conhecer até 4 vinícolas no mesmo dia, se não forem prolongar as atividades em nenhuma delas. Mas saiba que pode ser muito mais proveitoso conhecer apenas duas e fazer um almoço harmonizado, como oferecem algumas vinícolas, para ver como as variedades de uvas combinam com certos pratos. Portanto, confira as distâncias, planeje o tempo e, se for o caso, reserve o dia para esses passeios.

  • Agende as atividades previamente: se a visita for feita apenas para passear e degustar vinhos, não precisa se preocupar com a reserva. Mas se você quiser aproveitar ao máximo essa experiência, com degustação de queijos e passeios de trator pelos vinhedos, por exemplo, é necessário agendar com antecipação.

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Para conhecer ainda mais sobre o enoturismo e o mundo dos vinhos, confira esses posts essenciais do blog Café Viagem, de Alexandra Aranovich:


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